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domingo, 15 de novembro de 2015

Sujo.

Alhos
bugalhos
misture tudo
e não chegue a nada
nem do lugar saia
estático
paralisado
amedrontado
dos monstros
de você
de mim mesmo
luto
contra todos
tudo
bestialmente
decepo
arranco
estilhaço
ao meu redor
atrás
a frente
destruo
mundos
cidades
lares
engulo
casas
ruas
carros
e gente
um bocadinho
punhado
povoado
sujo
sujo de sangue
sujo de lama
muita sujeira.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Ao redor.

Vai
vai trupicando
mancando
pulando
de galho
em galho
e olha não falo de futebol
de copa
jogo
são as coisas
ao meu redor
várias
coisas
pulando
saltando
aos olhos
e também bugalhos
ou seriam alhos
para espantar vampiros
afugentar vadios
afastar mau agouro
agora
neste espaço-tempo
no presente
me olhando de frente
encarando
cara feia
não tenho medo
não saio correndo
enfrento.