Deixo de lado
o que tenho
que fazer ainda
o dia é curto
as horas passam
rápidas
voando
vou
fazendo o melhor
que posso
e faço
até mesmo
milagres
e olha que não sou santo
e veja
veja que sou vagal
vadio
desleixado
e deixo
uma marca ali
ganho outra acola
e penso
que sou matéria
sou carne
osso
duro de roer
duro
e tasco
beijo no meio da rua
tapa na bunda
passo a mão
subo na cacunda
pulo
e pulo
pulo no ar
no penhasco
em seios fartos
não de plástico
de pele
sem
sem pele
descascados
prontos
abocanhados.
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terça-feira, 12 de julho de 2016
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Não falei nada!
Prefiro
prefiro mesmo
que seja mais difícil
pois assim é meu jeito
de fazer coisas
menos fáceis
sou
sou mesmo difícil
uma peça rara
não de beleza
nem de brilho
opaco
sem brilho
muito menos de vidro
e mesmo assim quebro
esfacelo
e torno
torno a me virar
a transformar
a matéria
e fico
fico neste momento
impreciso
meio vago
indefinido
e termino
termino o verso
sem bem saber
o que quis dizer.
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