segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Chatice.

Na moita
fazendo coisa que não deve
safadeza
lambuzeira
...
lambuzou o dedo
cheirou
lambeu
no popular
díliça
gostosa
boazuda
boa
boa moita
sai
sai da moita
nem caga
nem desocupa
fiasco
dos grandes
fiapo
de manga
no maxilar inferior
maldito
irrita
incomoda
enche o saco
tipo verso
verso sem pé
verso sem cabeça
sem rima
sem graça
nada.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Bestando.

Defeito
sem conserto
eu
eu mesmo
bugiganga
ultrapassado
defasado
estático
feito estátua
parece que já usei esta frase
plágio
do que digo
não!
Isso não pode ser
nada bom
deve de ser doidice
esquisitice
esquisito
fui
sou
seguirei sendo
nem me corrijo
mais
deixo como esta
sem se importar
se ligar
problema seu
não meu
não mesmo
tome
tome besta.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Absurdando.

Magrelo esquisito
Era
Hoje?
Gorducho
Pançudo
E
Como não podia deixar de ser
Esquisito
Pra burro
Pra caralho
Mula
Sem cabeça
Sem noção
Direção
Quanta
Quanta repetição
Palavras ditas
Versos repetidos
Repetitivo
Mesma tecla
Som
Para meus ouvidos
Meus sentidos
Delírios
Absurdos
Absurdice
Tudo isso
Todos nisso
Juntos
De mãos dadas
Mãos lavadas
Auto
Alto lá seu moço
Devagar
Com o andor
Com o andar
Com quem
E digo
Quem és
Já eras
Ira ser.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Beijo.

Tantos anos passaram
voando
brincando
rapidamente
é curta
é mesmo curta
vezes pensamos
que não
e vamos
a toa
chutando lata
jogando pedra
dizendo merda
muita
abobrinha
berinjela
jaca
melancia
pomar inteiro
e mais a horta
também a roça
caminho
pedras
curvas
desvios
tudo é parte
faz
faz arte
pinta
pinta o sete
imita
imita a si mesmo
na frente do espelho
um beijo!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Transitando.

Hereditários
Alguns traços
Genes
Convivência
Sonhos
Sonhar
...
Verbo transitivo
Que transita
Muito
Por todo tipo
Todo tipo de sonho
É sonho deste jeito
Daquele
Daquele outro jeito
De lado
Frente
Fundos
Altos
Baixos
Forma
Formam
Mosaico
Desenho
Gravura
De pedaços
Aos pedaços
Cacos
Caquinhos
Pedriscos
Pedras
Caminhos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Tá bão.

Chipado
Agora estou
Passo direto
Na boa
Piso leve
Nem faço barulho
Silêncio
Faça
Só por educação
Camaradagem
Respeito
Pelas leis
Porque não?
Pelos outros
Básico, não?
Por si mesmo
Acima de tudo
Respeite-se
Siga um pouco de instinto
Tenha um tanto de coragem,
E outro tanto de medo
Não muito
O suficiente
Esta de bom tamanho
De bom consumo
Não gaste tudo
Não goste de tudo
Não mude nada
Apenas a si mesmo.


sábado, 5 de dezembro de 2015

Agite, antes de usar agite.

Barco
em frente
tocando
tocando punheta
gozando
tocando campainha
sai correndo
tocando um corpo
arrepiando
tudo tato
ou falta
falta de tato
tateando
o escuro
encontrando
sonho
ilusão
realidade
ao mesmo
mesmo tempo
misturado
confuso
desregrado
desgarrado
da manada
do grupo
matilha
mia
late
faz
gracinha
abana cauda
brinca
estrebucha
pulula
se agita
braços
pernas
cabeça
feito mula
mula sem cabeça
que piada
desta forma
como posso agitar a cabeça?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Roda, roda.

Totalmente
inteira
...
mente
meio
metade
50 %
de nada
dividido / 2
sobra pouco
mas
mas pelo menos não parei
no tempo
em movimento
de um lado
de outro
vai
vem
vai e vem
fui
voltei
muitos kilometros
rodados
combustível gasto
pneus
pés
descalços
pisando
rodando
pião
...
rodando
no próprio eixo
feito João
bobo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Bicho doido.

Devia de te sido
Jardineiro
Larápio
Bandido
Palhaço de circo
Mas não
Apenas fraude
Apenas finjo
Que sei o que estou fazendo
Que estou dizendo
Pensando
Atuando
Personagem
Não grata
Persona
Nada
Quase nada de certo
Monte de errado
Torto
Pau que nasce
Torto
Morre
E vive
E come
Trepa
Sonha
Mente
Faz
Faz de conta
Constrói
Castelos
Cartas
Argamassa
Tijolos
Um por um
Por cima do outro
Pilha
Pilhado
Endoidecido
Digo
Repito.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Culpa.

Pelos portões
portas
janelas
entrando
pedindo licença
e adentrando
cumprimentando
de paz
procuro deixar
a onde vou
um pouco de paz
de cortesia
candura
babaca
...
muito babaca
sabes
sabes que eres
de guerra
arrogância
intolerância
seres humano
homem
nas duas patas
desbravou o mundo
nas duas mãos
muita destruição
destruíste
quase tudo a seu alcance
destruímos tudo
quase tudo
todos
todos temos culpa
culpa no cartório
culpa na mente
na alma
e nem pedimos
pedimos desculpas
ou perdões.