certo dia,
a vida resolveu me dar as costas,
não tive dúvida,
passei-lhe a mão na bunda;
ela gostou,
veio pra cima,
fogosa,
nervosa,
dengosa.
não tive opção,
senão ceder a tentação,
cair de cabeça,
ficar de quatro,
satisfazer as vontades,
desta fêmea,
felina,
menina.
não tive razão,
apenas emoção,
apenas coração.
sensação ... satisfação.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
um pouco de conforto
por estas mal traçadas linhas,
venho a lhe escrever este e-mail.
olá!
como vai?
Td bem?
não, piadinhas não vou mandar,
não vou mesmo.
correntes, nem pensar;
não gosto mesmo.
por estas mal trançadas vidas,
venho eu a lhe contar um segredo.
escute,
entenda,
execute.
um dedo no enter,
e já estas em outro momento.
por estas mal tracejadas vias,
vou eu, como o vento,
que venta, venta do sul,
traz um frio de arrepiar;
quase congelar.
o vento a ventar.
por estas palavras,
malvadas,
malfadadas,
amofadaldas ... humm, pelo menos um pouco de conforto.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
que seja
contente ou triste,
qual dos dois me sinto?
quase um, quase o outro.
quase uma lágrima escorrendo,
quase um sorriso esboçando.
duas faces,
duas caras,
duas metades.
nem junto,
nem perto,
sim longe,
sim distante.
vai navegante,
apruma tua nave,
na direção mais oscilante,
nas turvas ondas ... som, luz, sonoras, remotas.
qual sentido?
qual destino?
sem respostas, qual menino.
sapeca, levado da breca, capeta;
que seja,
que seja o que queiras,
que seja o que desejas ... que seja.
terça-feira, 14 de junho de 2011
vidro
sarava meu pai!
a benção meu filho ... filha ...
bicho, planta e pedrisco,
sarava!
Oxalá,
Alá,
e sem lá mais quem,
esteja convosco.
Sois tu,
em tua presença,
sentença ...
pedra,
cruz,
guerra.
quem me dera,
ver o mundo como uma feliz esfera.
quem me dera,
brincar na luz e sabedoria eterna,
mas;
sou apenas poeta,
que finge saber escrever,
que bulina com as palavras,
como se estas,
fossem de vidro ... transparente, opaco, brilhante ... vidro.
olho,
janela,
telhado;
tudo de vidro.
te vejo através deste vidro.
luz piscando, texto voando
a luz piscou,
o texto voou,
foi pro espaço;
sideral,
mental,
contextual;
mas não ao virtual,
que era seu destino,
que era seu desígnio,
que era seu cantinho.
e agora?
agora nada, já foi.
é passado,
é perdido,
é não achado.
nem adianta buscar, procurar ou tentar relembrar;
um momento,
apenas um momento,
se foi como vento,
foi como brisa,
como sopro ... voando.
pior que tava quase pronto,
faltava apenas fechar,
apenas copiar,
publicar.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
digo
apenas mais um dia de segunda feira,
típico,
sem anomalias,
nem trancos, nem barrancos.
balanço de fim de dia,
apenas para constar.
que se faça constar nos autos,
que se faça incluir nas atas,
que se fique gravado ... a ferro, fogo.
apenas mais um dia,
dia de segunda feira.
apenas isso.
nada mais;
sem tirar nem por,
sem olhar ... olhares.
veja bem, o que te digo,
não faz nenhum sentido,
não faz não,
simplesmente digo,
não reflito,
não finjo,
não omito ... digo.
sábado, 11 de junho de 2011
óbvio
cachorro latindo,
quase silêncio,
neste momento,
quase momento,
neste silêncio.
o óbvio,
um verso óbvio;
por obséquio, apenas um verso.
ululante e obviamente,
percebo que não mais escrevo,
que não mais dedilho palavras,
que não mais direciono cartas ... eletrônicas.
qual a tônica do momento,
qual a maior novidade de cada segmento?
me conta, vai!
descreve a forma com que é feito,
desenhe formas de qualquer jeito,
respire este ar, rarefeito.
raro efeito,
porém,
tão óbvio,
estava na frente do nariz.
quase silêncio,
neste momento,
quase momento,
neste silêncio.
o óbvio,
um verso óbvio;
por obséquio, apenas um verso.
ululante e obviamente,
percebo que não mais escrevo,
que não mais dedilho palavras,
que não mais direciono cartas ... eletrônicas.
qual a tônica do momento,
qual a maior novidade de cada segmento?
me conta, vai!
descreve a forma com que é feito,
desenhe formas de qualquer jeito,
respire este ar, rarefeito.
raro efeito,
porém,
tão óbvio,
estava na frente do nariz.
em pleno dia
acessando uma memória externa,
que sou?
maquina?
computador?
robô?
ou serei o mesmo?
mesmo de mim,
mesmo do mesmo,
mesmice.
um dia, outro.
outro dia,
dia diferente: mais quente, ou não;
mais molhado, ou seco;
mais zuado, cravado.
vai, vai no embalo,
do som,
da vida,
qualquer melodia,
qualquer galhardia ... em pleno dia.
que sou?
maquina?
computador?
robô?
ou serei o mesmo?
mesmo de mim,
mesmo do mesmo,
mesmice.
um dia, outro.
outro dia,
dia diferente: mais quente, ou não;
mais molhado, ou seco;
mais zuado, cravado.
vai, vai no embalo,
do som,
da vida,
qualquer melodia,
qualquer galhardia ... em pleno dia.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
cheia
na foto!
na verdade, alterei a foto;
mudei!
agora mais apropriado para a ocasião;
inverno,
frio ... sopa, vinho quente e quentão.
pipoca, paçoca, estoura o rojão .... bamm!
la vem festa,
festa caipira ... antiga.
fogueira de São João,
também pode ser para: fogueira pra São João.
acende ai, fogo, brasa ... fornalha.
quem sabe uma graça,
quem sabe um gracejo ... desejo.
desejo: que as coisas sejam de sua maneira,
sem tirar,
sem por;
assim são mais certeiras ... no alvo, em cheio.
cheia a vida caminha,
cheia que vem a tardinha ... mansinho ... facinha.
na verdade, alterei a foto;
mudei!
agora mais apropriado para a ocasião;
inverno,
frio ... sopa, vinho quente e quentão.
pipoca, paçoca, estoura o rojão .... bamm!
la vem festa,
festa caipira ... antiga.
fogueira de São João,
também pode ser para: fogueira pra São João.
acende ai, fogo, brasa ... fornalha.
quem sabe uma graça,
quem sabe um gracejo ... desejo.
desejo: que as coisas sejam de sua maneira,
sem tirar,
sem por;
assim são mais certeiras ... no alvo, em cheio.
cheia a vida caminha,
cheia que vem a tardinha ... mansinho ... facinha.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
sede
Ponho os óculos escuros,
turvo,
nublo ... a visão, o coração.
Coração de papel,
picado,
rasgado,
queimado.
Chapéu de pano,
também uso.
E saio por ai:
ceifando,
cortando,
queimando.
Botas, sapatos, calças e outros panos;
as vergonha guardando, escondendo ... pudorento.
Quase nu me escondo,
em vestes,
em versos,
em prosas ... anedotas; quase lorotas,
palavras vadias,
sentidas,
ressequidas ... me de água, me de vida ... sede tenho, sede sinto.
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